Quem era considerado apto a participar da democracia ateniense?

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Quem era considerado apto a participar da democracia ateniense?

GRÉCIA DEMOCRACIA ATENIENSE E PERÍODO CLÁSSICO

Quem era considerado apto a participar da democracia ateniense?

GRÉCIA DEMOCRACIA ATENIENSE E PERÍODO CLÁSSICO

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Quem era considerado apto a participar da democracia ateniense?
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  1. 1. Grécia A Democracia Ateniense Período Clássico e Helenístico
  2. 2. Atenas
  3. 3. Atenas • Atenas, fundada na Ática pelos jônios no século X a.C., por sua vez, é exemplo do regime democrático presente na história grega, uma vez que uma significativa parcela da população da cidade tinha acesso às decisões políticas.
  4. 4. A Ágora situa-se no coração da cidade e era o ponto de encontro dos atenienses. A Ágora era a praça do mercado de Atenas, ponto central da vida da cidade e em especial da vida política e religiosa da polis. Ali se encontravam os comerciantes ambulantes, com as suas tendas de perfumes e lojas de barbeiro à volta da praça. Sócrates passou a maioria do seu tempo na Ágora discursando com quem o quisesse ouvir.
  5. 5. Eram as seguintes as classes sociais em Atenas: • eupátridas: grandes proprietários de terra, que tinham acesso à cidadania e ocupavam os principais cargos políticos e administrativos; • eram aqueles considerados bem nascidos (eu = Bom, pátrida = parido), ou seja, filhos da elite. • (aristos), melhores; e (kratos), poder, literalmente poder dos melhores
  6. 6. • georgoi: pequenos proprietários e camponeses que viviam em péssimas condições; seu papel político ser secundário;
  7. 7. • thetas: grupo intermediário que arrendava terras; • alguns deles enriqueceram, dedicando-se ao comércio, artesanato ou carreira militar, e tornaram-se pessoas de prestígio conhecidas como • demiurgos; participavam da vida política da cidade;
  8. 8. • metecos: estrangeiros que viviam em Atenas, dedicando-se sobretudo ao comércio; não tinham acesso à cidadania;
  9. 9. • escravos: base da mão-de-obra ateniense; ocupados em todas as atividades sem direito à cidadania.
  10. 10. • "A natureza faz o corpo do escravo e do homem livre diferentes. O escravo tem corpo forte, adaptado para a atividade servil, o homem livre tem corpo ereto, inadequado para tais trabalhos, porém apto para a vida do cidadão. (ARISTÓTELES (384-322 a. C.). "Política“
  11. 11. • Na cidade bem constituída, os cidadãos devem viver executando trabalhos braçais (artesãos) ou fazendo negócios (comerciantes). Estes tipos de vida são ignóbeis e incompatíveis com as qualidades morais. Tampouco devem ser agricultores os aspirantes à cidadania. Isso porque o ócio é indispensável ao desenvolvimento das qualidades morais e à prática das atividades políticas." (ARISTÓTELES (384-322 a. C.). "Política“
  12. 12. • Ócio entre os gregos era um conceito, de origem aristocrática, que implicava, precisamente, a liberdade, eleutheria, que advém de não se ter obrigatoriamente que trabalhar. • Mas liberdade para quê? • Liberdade para participar da vida pública e para refletir sobre o mundo, para flanar, para dedicar-se a discussões estimulantes.
  13. 13. • A palavra que os gregos usavam, skholé, originou "escola" e o nexo entre nossa escola e o ócio grego está, justamente, nessa oportunidade de se refletir, que deveria estar no centro da escola. • Para os gregos, essa importância da oportunidade de reflexão pode ser avaliada por um texto de Aristóteles:
  14. 14. • convém considerar que a felicidade não está na posse de muitas coisas, mas no estado em que a alma se encontra. Poder-se-ia dizer que é feliz não um corpo com uma bela roupa, mas aquele que é saudável e está em bom estado, ainda que despido. Da mesma forma, a uma alma, se está educada, a tal alma e a tal homem se há de chamar de feliz, não se ele está com adornos externos, não sendo digno de nada.
  15. 15. • Felicidade, eis uma palavra que pouco associamos à escola, mas que estava no centro da skholé dos antigos.
  16. 16. • "não há vergonha no trabalho, a vergonha está na ociosidade" (O trabalho e os dias, verso 311) e esta era a tradição que os pobres, definidos como aqueles que vivem do trabalho e que constituíam o grosso dos cidadãos de Atenas, mantinha e que marcava fundamentalmente a democracia ateniense. A massa de cidadãos trabalhava e orgulhava-se disso
  17. 17. As instituições políticas que compunham o governo de Atenas eram: • Arcontado: 9 indivíduos recrutados entre os eupátridas; tinham um mandato de 1 ano, exercendo os poderes militar, judiciário e religioso; • Areópago: conselho composto por eupátridas, encarregado de elaborar as leis e controlar a ação dos arcontes; • Eclésia: assembléia popular da qual participavam todos os cidadãos; principal instituição política da cidade a quem cabia as decisões políticas.
  18. 18. ATENAS SÉCULO VIII a.C. TRANSFORMAÇÕES SÓCIO-ECONOM ICAS DESENVOLVIMENTO DO COM ÉRCIO ENRIQUECIM ENTO EMPOBRECIMENTO DOS DEMIURGOS DOS (Ricos Comerciantes PEQUENOS e Artesãos) AGRICULTORES REINVIDICAM REINVI DICAM DIREITOS JUSTIÇA POLITICOS SOCIAL
  19. 19. Processo de constituição da democracia ateniense • Lento conflituoso. – Drácon, - propôs a implantação de um código de leis escritas e extremamente severas para evitar delitos. – Sólon, a libertação dos escravos por dívida; divisão da sociedade pela renda e não pelo nascimento; criação da Bule (Conselho dos 500). – Tiranias (Psístrato, Hiparco e Hípias.) governo autoritário – confiscaram as terras dos nobres de distribuíram aos agricultores.
  20. 20. DEMOCRACIA • Clístenes • Implantou o regime democrático em Atenas. • Instituiu o ostracismo • Reforma política na qual os cidadãos participavam das decisões políticas Ostracismo, mecanismo pelo qual o indivíduo que ameaçasse o regime seria punido pela Eclésia (assembléia), podendo ter suspensos seus direitos políticos e, até mesmo, ser banido da cidade pelo prazo de 10 anos.
  21. 21. DEMOCRACIA ATENIENSE IMPLANTAÇÃO COMO CLISTENES FUNCIONAVA? PARTICIPAÇÃO RESTRITA DIRETA AOS CIDADÃOS HOMENS L IVRES MAIORES ATENIENSES OSTRACISMO (Exílio 10 anos)
  22. 22. Democracia ateniense, cidadania e escravidão • A democracia ateniense era direta: todos os cidadãos podiam participar da assembléia do povo (Eclésia), que tomava as decisões relativas aos assuntos políticos, em praça pública.
  23. 23. • Em Atenas, eram considerados cidadãos apenas os homens adultos (com mais de 18 anos de idade) nascidos de pai e mãe atenienses. Apenas pessoas com esses atributos podiam participar do governo democrático ateniense, o regime político do "povo soberano".
  24. 24. • Os cidadãos tinham três direitos essenciais: liberdade individual, igualdade com relação aos outros cidadãos perante a lei e direito a falar na assembléia. • Isonomia • Isegoria
  25. 25. “Escravidão e democracia: aparentemente, não há duas palavras mais incomparáveis. Entretanto, não é exagero dizer que a democracia ateniense dependia da existência da escravidão.”
  26. 26. Revisão
  27. 27. Quem eram os helenos? • Helenos ou gregos são de origem indo- européia. Começaram a chegar à Grécia por volta do ano 2000 a.C. em vários grupos: aqueus, jônios, eólios e dórios.
  28. 28. Como o relevo influenciou a formação da Civilização Grega? • A Grécia Continental é montanhosa, com planícies férteis isoladas. Isto explica porque surgiram as cidades-estado, pois as comunicações eram difíceis. Na Grécia Peninsular, o litoral era recortado por golfos e baías, o que facilitava a criação de portos e a navegação. As inúmeras ilhas da Grécia Insular permitiam a navegação com terra sempre à vista.
  29. 29. A "Ilíada" e a "Odisséia" são obras escritas por Homero, em forma de poema. O que narram essas obras? • A "Ilíada" vem da palavra grega 'Ílion' que significa Tróia, tratando-se assim da guerra entre gregos e troianos. A "Odisséia" trata do retorno do herói grego Ulisses à sua terra natal depois da guerra de Tróia.
  30. 30. Por que Heródoto é conhecido como o "Pai da História"? • Heródoto, mesmo que através de uma concepção religiosa, relatou as guerras pérsicas e se preocupava em conhecer os povos cujas histórias contava: visitou o Egito, a Itália e a Ásia Menor.
  31. 31. Qual era a função da mulher na sociedade ateniense? • As mulheres tinham poucos direitos na democracia ateniense, esperava-se delas a dedicação permanente à família e ao marido, embora as mulheres pobres trabalhassem no campo ou no mercado.
  32. 32. Por que dizemos que as cidades gregas eram cidades-estados? • Porque eram independentes entre si. Cada cidade possuía o seu próprio governo, aparelho administrativo, leis próprias, exército exclusivo, como qualquer estado.
  33. 33. Por que os gregos formavam um povo e não um Estado? • Não formavam um Estado porque não havia um poder central único, nem uma unidade política, jurídica e militar únicos. Porém, possuíam a mesma origem, uma mesma língua, seguiam os mesmos mitos.
  34. 34. "Os gregos inventaram a liberdade plena para si mesmos, mas criaram a escravidão para outros.”Justifique a afirmação. • A democracia ateniense era restrita aos homens livres, chamados cidadãos. As mulheres, jovens, escravos, estrangeiros, ou seja, a grande maioria da população não possuía direitos políticos.
  35. 35. O que era a "Ágora" para os gregos? • Era a praça pública onde o cidadão ateniense podia expressar as suas opiniões e votar nas questões da cidade.
  36. 36. Faça uma comparação entre a democracia Grega e a democracia atual. • A democracia grega, mesmo que restrita para a maioria da população, era direta, sem intermediação e as questões eram votadas pelo cidadão em praça pública. • Hoje, a democracia é representativa, os eleitores transferem para deputados o poder de decidir o destino do país.
  37. 37. Cite e explique duas características do governo de Esparta. • Uma rígida educação militar dos espartanos como forma de garantir a dominação sobre os periecos e os hilotas. Governo oligárquico, ou seja, só uma minoria de cidadãos participava dos assuntos políticos.
  38. 38. Explique como era formada a sociedade de Esparta. • Era dominada pelos dórios que formavam a classe dos espartíatas, que se impunha aos periecos e aos hilotas (escravos).
  39. 39. Qual o aspecto mais importante, na educação espartana? • A orientação para fins militares, pois era fornecida pelo estado para os homens desde os 7 anos de idade.
  40. 40. Explique como funcionavam as comunidades gentílicas (Genos), na Grécia, no período Homérico (XII a.C.-VIII a.C.). • A célula básica eram os "genos", uma grande família. Todos os descendentes de um mesmo antepassado viviam no mesmo lar. Cada membro (gens) dependia da unidade da família. O membro mais velho (pater-familia) era o chefe. Esse cargo era passado para o filho mais velho.
  41. 41. O PERÍODO CLÁSSICO (VI - IV A.C.) • Período de apogeu da história grega no qual se destaca o século V a.C., também chamado de “Século de Péricles”, fase de estabilidade política, prosperidade econômica e rica produção cultural.
  42. 42. Guerras Médicas • início do período clássico é marcado pelas Guerras Médicas. • No século VI a.C., a Pérsia formava um poderoso império detentor de vastas regiões no Oriente.
  43. 43. Guerras Médicas • Suas pretensões expansionistas voltaram- se, então, para o Ocidente, ameaçando a hegemonia grega no mar Egeu e, principalmente, sua independência.
  44. 44. Primeira Guerra Médica • Sob o comando de Dario I, os persas conquistaram algumas colônias gregas na Ásia Menor, avançando a partir daí em direção aos Balcãs.
  45. 45. Primeira Guerra Médica • Em 490 a.C., o comandante persa e suas tropas invadiram a Grécia continental, sendo repelidos, no entanto, pelos atenienses na Batalha de Maratona.
  46. 46. Primeira Guerra Médica • A vitória de Atenas sobre o exército persa conferiu-lhe prestígio e poder, transformando-a na mais importante cidade-estado grega.
  47. 47. Segunda Guerra Médica • As batalhas de • Termópilas, • Salamina e • Platéia • Veja em • http://educacao.uol.co m.br/historia/batalhas- termopilas-salamina- plateia.jhtm
  48. 48. Fim das Guerras Médicas • Os gregos venceram definitivamente a ameaça persa em 468 a.C. e a cidade de Atenas converteu-se no centro econômico, político e cultural da Grécia, posição garantida pelo imperialismo que exercia sobre as cidades sob seu controle.
  49. 49. Fim das Guerras Médicas • O comércio desenvolveu-se consideravelmente, garanti ndo prosperidade econômica; o escravismo foi reforçado graças às novas conquistas e ao afluxo de prisioneiros de guerra; a democracia, em consequência, também se fortaleceu; e, finalmente, a cultura grega viveu seu momento de esplendor.
  50. 50. Guerra do Peloponeso • As cidades gregas submetidas ao imperialismo ateniense, bem como aquelas aristocráticas que não se conformavam com o poderio de Atenas, formaram uma aliança, sob o comando de Esparta, para destruir a http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Pelop_k hegemonia ateniense. rieg1.png • A aliança ficou conhecida como Liga do Peloponeso.
  51. 51. Guerra do Peloponeso • Entre 431 - 404 a.C., Atenas, Esparta e as cidades coligadas a ambas travaram intenso e equilibrado conflito chamado Guerra do Peloponeso. • Depois de anos de combates, e do conseqüente enfraquecimento da Grécia como um todo, Esparta venceu Atenas e estabeleceu seu domínio sobre a Grécia.
  52. 52. Domínio Macedônico • Tal domínio, porém, não durou muito, pois os macedônicos, povo que habitava o norte da península balcânica, apercebeu-se da fraqueza grega e, liderados por Filipe II, invadiram e conquistaram o território grego em 338 a.C. Iniciou-se assim o Período Helenístico da história da Grécia.
  53. 53. O PERÍODO HELENÍSTICO (VI - I A.C.) • O Período Helenístico corresponde à fase de dominação macedônica sobre a Grécia. • No século IV a.C., chefiados por Filipe II que há muito alimentava um sonho de expansão territorial, os macedônicos conquistaram a Grécia. Filipe II possuía formação militarista e sonhava em constituir um vasto império que atingisse o Oriente. A morte, porém, impediu- o de concretizar esse objetivo.
  54. 54. Alexandre • Seu sucessor, Alexandre, havia sido educado na Grécia, por Aristóteles, e, desde jovem, revelara extrema coragem e habilidade guerreira. Coube a ele levar adiante os planos do pai de estender o domínio macedônico até o Oriente. Para isso, era necessário vencer os persas que, a essa altura, já estavam enfraquecidos pela derrota contra os gregos nas Guerras Médicas.
  55. 55. Expansão • Alexandre estendeu seu domínio pelo Oriente Próximo, anexando o Egito e vastas regiões da Ásia até os limites da Índia e da China. Transferiu a capital do Império para a Babilônia e, através da fundação de cidades, construiu a cultura helenística, fusão da cultura grega clássica à cultura oriental.
  56. 56. Divisão • A morte precoce de Alexandre, em 323 a.C., levou à divisão do império entre seus sucessores, originando assim os reinos helenísticos (Ptolomaico, Selêucida e Antígona), os quais não resistiram ao expansionismo romano do século I a.C.
  57. 57. A tríplice divisão do império foi aceita de forma definitiva: os Ptolomeus governavam o Egito (dinastia dos Lágidas), Antíoco ficou com a Síria e a Pérsia (dinastia dos Selêucidas) e Antígono Gónatas dominou as regiões européias (dinastia dos Antígonas).

Quem era apto para participar da democracia ateniense?

Somente os homens livres, de pai e mãe ateniense, maiores de 18 anos e nascidos na cidade eram considerados cidadãos. As mulheres, escravos e estrangeiros não desfrutavam de nenhum tipo de participação política.

Quem eram os indivíduos que poderiam votar e ser votado na democracia ateniense?

Podiam participar somente os cidadãos livres e com direitos políticos (pois eles poderiam ser perdidos), nascidos em Atenas, maiores de 30 anos e filhos de pai ateniense, e a partir de 451 a.C., aqueles que fossem filhos de pai e mãe atenienses.

Quem podia participar da democracia ateniense é correto dizer que a democracia era o poder do povo?

Na democracia de Atenas apenas os cidadãos podiam participar, isto é, homens nascidos em Atenas, filhos de pais atenienses legítimos. Estavam excluídos da democracia em Atenas as mulheres, estrangeiros (metecos) e escravizados.

É correto afirmar que a democracia ateniense era exercida?

A democracia ateniense era excludente e exercida de forma direta: aqueles considerados cidadãos – homens, atenienses natos e maiores de idade – participavam diretamente das deliberações pertinentes aos rumos da cidade-Estado. As pólis gregas surgiram no período arcaico, séculos VIII-VI a.